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  • Edna Vitorino

Adolescência e Julgamentos Morais

Atualizado: 6 de Ago de 2019

“Dentre as preocupações de Piaget, ao estudar a vida mental das crianças, encontra-se aquela que diz respeito às mudanças qualitativas no comportamento e julgamento moral” Claudia Davis




A homogeneidade entre os aspectos cognitivos (pensamento, raciocínio e linguagem) e sociais (afetivos sociais e ético) se conflitam à medida que avança as etapas do desenvolvimento psíquico na fase do adolescer.

Conhecendo as pesquisas de Piaget referentes ao sentimento e ao julgamento moral, não se pode mais exigir da criança um comportamento de escolha entre o que é considerado bem e mal pelo adulto. Da mesma forma, a transgressão de normas estabelecidas não pode ser considerada como desobediência, teimosia ou mesmo cinismo sem levar em conta o nível de desenvolvimento mental alcançado pela criança.

Pode parecer contraditório estudar a moralidade, um sistema bastante complexo através de um jogo simples entre o ganhar e o perder. Os jogos lúdicos apresentam a dinâmica do comportamento moral. Para Piaget, fundamentalmente, a moral nada mais é do que a tendência a aceitar e seguir um sistema de regras que regulam o comportamento interpessoal. Esse sistema se desenvolve gradualmente, determinando como as pessoas se comportam em relação às outras, quais os direitos individuais e quais os comuns. Estas regras amplas são relativas para cada indivíduo de acordo com a função de suas próprias concepções. A este conjunto de regras gerais suplementadas por concepções individuais, dá-se o nome MORAL.

As crianças de 4 a 7 anos passam por estágio egocêntrico. O egocentrismo é uma característica da criança que afeta a linguagem como também o comportamento moral.

A partir dos 7 anos dá-se início ao estágio de cooperação o jogo passa adquirir um caráter social aderindo as regras básicas e se esforçam a segui-las. Nesse estágio aparece a competição e, por a criança ainda não compreender as regras gera conflitos e dificuldades sociais.

Por volta dos 11 e 12 anos, a criança entra no último estagio do comportamento moral cooperação genuína tem o completo domínio das regras do jogo. Nessa fase o comportamento moral, tal como a linguagem, se encontra socializado.

A concepção das regras é viabilizada pela figura daqueles que constitui vínculos afetuosos, seja o pai, mãe ou a pessoa de maior vinculo afetivo. Por volta dos 10 – 11 anos a criança deixa de na inviolabilidade das regras. As mudanças e alterações são concebíveis e estratégicas. A autoridade não é mais aceita sem discussão e a criança se sente capaz de questionar as regras e muda-las. Na medida que a criança participa da construção das regras ela se sente obrigada a respeita-las e cumpri-las.

A passagem da moralidade absolutista para a moralidade flexível, se dá à medida que a criança cresce ela vai se tornando mais independente dos cuidados do adulto. A convivência com o grupo da mesma idade força a criança a tomar decisões por si própria e a questionar, muitas vezes a opinião dos colegas. Aos poucos a criança relativiza sua noção de figuras de autoridade, percebendo que seu ponto de vista também pode ser considerado. Ela percebe que nem todas as crianças concordam com aquilo que foi ensinado pelos seus pais e, principalmente percebe que pais ensinam coisas diferentes. Na tentativa de resolver o conflito entre aquilo em que acredita e no que o outro acredita, a criança é obrigada a repensar nas suas regras reavaliando-as. Ao atingir esse estágio a criança adquiriu a noção de moralidade.

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Tel: 11 2977 2589

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Edna Vitorino - Psicóloga

CRP 06/29165-2

Psicóloga Clínica

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